Acolher e aliviar o desconforto do cotidiano são os objetivos prioritários da Terapia Comunitária – estratégia de construção de redes de solidariedade reconhecida pelo Ministério da Saúde como ação de promoção da saúde. A Terapia Comunitária foi criada em 1987, em Fortaleza (CE), pelo psiquiatra e antropólogo Adalberto Barreto, que partiu do princípio de que “quando a gente cala, o corpo fala; e quando a gente fala, o corpo sara”.
A médica Tânia Carluccio Vianna, técnica da Coordenação de Educação em Saúde da Superintendência de Promoção da Saúde da Secretaria Municipal de Saúde e Defesa Civil do Rio de Janeiro (SMSDC-RJ), explica que as rodas de conversa da Terapia Comunitária são espaço para a partilha de vivências, onde se fala sempre na primeira pessoa, sem distribuir conselhos ou fazer julgamentos. Para ela, a troca de experiências pessoais e a mobilização de recursos individuais e comunitários para lidar com a questão são os maiores trunfos desta metodologia.

Nas rodas de conversa da Terapia Comunitária, os participantes partilham vivências sem distribuir conselhos ou fazer julgamentos | Foto: arquivo pessoal
“A partir da exposição de um problema relatado por um membro da roda e eleito pelo grupo como o mais mobilizador, o terapeuta pergunta quem já viveu algo parecido e como foi possível aliviar a inquietação”, Tânia descreve. Os participantes também podem propor músicas, ditos populares e poesias, valorizando a cultura local. Entre os temas mais abordados, estão conflitos familiares, violência, , discriminação, uso abusivo de álcool e drogas, estresse e baixa autoestima.
Saiba mais sobre Terapia Comunitária nos sites do Instituto Noos e da Associação Brasileira de Terapia Comunitária (ABRATECOM).
* Matéria publicada no boletim Circulador – Promoção da Saúde
Gostar disso:
Seja o primeiro a gostar disso post.
Participe!