Polo Alemão/Penha e a cultura do prato saudável

30 abr

Neste sábado (27), o Conjunto de Favelas do Alemão recebeu um mutirão de avaliação nutricional, que marcou o lançamento do programa “Meu Prato Saudável”, no Rio de Janeiro, uma parceria entre Instituto do Coração (InCor), Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP e a editora de saúde Latinmed.

Exame de bioimpedância: baixo índice de massa corporal não é garantia de saúde

Exame de bioimpedância: baixo índice de massa corporal não é garantia de saúde

A estação Palmeiras do teleférico do Alemão se transformou num verdadeiro centro de orientação nutricional, com profissionais da área a postos, fazendo exames e informando moradores de todas as idades sobre alimentação saudável, os riscos da obesidade e sobre a importância da prática de exercícios físicos.
Os Jovens do Polo Alemão/Penha do RAP da Saúde, convidados especiais, participaram da ação e trocaram com os nutricionistas do “Meu Prato Saudável” e com a população, conhecimento e informações sobre a importância de uma transformação cultural nos hábitos alimentares.

A multiplicadora Larissa Sabino da Silva, de 14 anos, contou que embora já soubesse bastante sobre o tema, ainda pôde aprender mais. “O evento é interessante porque os nutricionistas mostram, por exemplo, como os alimentos fritos perdem os nutrientes. E não fica só nisso. Explicam também o que o prato deve ter para ser saudável e que não podemos ficar muito tempo sem comer, ao contrário do que muitas pessoas pensam”, destaca Larissa, que também ficou sabendo que seu índice de massa corporal (IMC) é normal, depois de ter feito a medição com a equipe do projeto.

Rio, capital gorda da região

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Jovens trocam ideias sobre alimentação saudável com a nutricionista Gabriela Almeida, gerente do Programa “Meu Prato Saudável”

O IMC de Larissa infelizmente representa cada vez menos a regra, sobretudo, quando comparado ao conjunto da população carioca. Segundo a coordenadora da ação no Alemão, a gerente do Programa “Meu Prato Saudável”, Gabriela Almeida, o Rio de Janeiro é a capital mais gorda do Sudeste. “Os dados são de uma pesquisa do IBGE, feita em 2009, onde a cidade é apontada como uma das capitais com mais frequência de sobrepeso. Mas não são somente os obesos que devem se preocupar. Existem pessoas com o IMC normal, que apresentam um percentual de gordura elevado. Hoje, estamos fazendo exames de bioimpedância, que medem exatamente o percentual de gordura, separando os valores de água, músculos e ossos”, explica Gabriela.

A adolescente Juliana Braga, de 15 anos, veio ao evento acompanhando amigos do RAP e acabou descobrindo que tem de estar mais atenta à questão da alimentação, não só por ela. “Tem pessoas na minha família e vários conhecidos que estão acima do peso. Eu não sabia que o tamanho da barriga tinha ligação com risco de problemas no coração. Acho que vou procurar passar o que vi aqui para frente”, diz.

Além dos exames, havia três nutricionistas só para avaliar e orientar os moradores sobre os cuidados com a alimentação. Em três mesas, com alimentos de brinquedo, as pessoas eram convidadas a montar pratos com o que estavam habituadas a comer no dia a dia. Os pratos eram avaliados por profissionais, que modificavam o que fosse preciso para uma dieta mais saudável e, em alguns casos, remontavam a refeição de mentirinha. “A metade do prato deve ser preenchida por vegetais crus e cozidos; ¼ deve ser composto de carboidrato – arroz, batata ou massa –; e ¼ de proteínas vegetais, como feijão, ou animais, como frango. Na sobremesa, de preferência, frutas”, orientava a nutricionista Larissa Mathias.

Dados colhidos no alemão serão tema de estudo

A vinda da ação para o Alemão se deu pela parceria do “Meu Prato Saudável” com a organização local Educap – Espaço Democrático De União, Convivência, Aprendizagem e Prevenção. Por meio dessa articulação, antes do lançamento oficial, no sábado, a equipe do projeto esteve no dia 25, na Escola Municipal Tim Lopes, também no Conjunto de Favelas do Alemão, onde foram atendidas cerca de 600 pessoas, e no dia 26, no próprio Educap, onde quase 270 moradores participaram.

“Além de atendimento nutricional a ação propõe uma mudança de cultura em relação à alimentação. Em todos os momentos de participação comunitária em que o Educap está, contamos também o RAP da Saúde, seja na área da cultura e, claro, na promoção da saúde”, lembrou Lúcia Cabral, presidente da organização.

As informações colhidas nos exames feitos pelos cerca de 2000 moradores que passaram pelo evento na estação Palmeiras do teleférico vão embasar um estudo comparativo com um levantamento já feito em São Paulo. Serão verificadas diferenças de peso e de riscos de doenças entre paulistanos e cariocas.

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