DEU CERTO! I Seminário Nacional Paternidade e Cuidado na Rede SUS

23 ago

paternidade e cuidado na rede SUSProfissionais de saúde de todo o Brasil estão reunidos no Rio de Janeiro para o I Seminário Nacional Paternidade e Cuidado na Rede SUS. O evento, que teve início na quarta-feira, 21 de agosto, segue até sexta-feira, 23 de agosto, como parte da programação do 11º Mês de Valorização da Paternidade – uma campanha coordenada pelo Comitê Vida, grupo de trabalho intersetorial composto por representantes de secretarias municipais do Rio de Janeiro e da sociedade civil.

O I Seminário Nacional Paternidade e Cuidado na Rede SUS é fruto de uma parceria da Coordenação de Saúde do Homem do Ministério da Saúde com a Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro (SMS-RJ), o Comitê Vida e o Instituto Promundo. O evento foi realizado com o apoio da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA Brasil). A mesa de abertura reuniu representantes dessas entidades e do Instituto Papai, representando a sociedade civil organizada.

“O Comitê Vida vem trabalhando há 11 anos para trazer as questões da paternidade, das masculinidades e do cuidado paterno para a saúde, principalmente por meio de duas iniciativas: o Mês de Valorização da Paternidade e as Unidades de Saúde Parceiras do Pai”, apresenta Viviane Manso Castello Branco, coordenadora de Políticas e Ações Intersetoriais da Superintendência de Promoção da Saúde da SMS-RJ e do Comitê Vida.

O subsecretário de Atenção Primária, Vigilância e Promoção da Saúde da SMS-RJ, Daniel Soranz, parabeniza a iniciativa. “Nossa Secretaria é pioneira no Brasil em ações de valorização da paternidade, por meio d as Unidades de Saúde Parceiras do Pai. Esse trabalho integra o nosso esforço para a redução dos índices de sífilis congênita”, avalia Daniel.

A coordenadora do escritório do Unicef no Rio de Janeiro, Luciana Phebo, entende a paternidade como um direito da criança. “A Convenção dos Direitos da Criança e do Adolescente e o Estatuto da Criança e do Adolescente definem que o cuidado da criança e do adolescente é de responsabilidade da família – isto é, da mãe e do pai. E esse cuidado deve começar antes do nascimento do bebê. Por isso, a presença do pai no pré-natal, no parto e o seu apoio na amamentação são fundamentais”, pontua.

A diretora executiva do Instituto Promundo, Tatiana Moura, complementa: a valorização da paternidade é essencial para a promoção da equidade de gênero. “O Instituto Promundo atua na promoção da equidade de gênero. E a valorização da paternidade é uma peça-chave neste trabalho. Avaliamos que este evento é uma oportunidade ímpar para integrar governo e sociedade civil – e isso é uma referência internacional para os sistemas de saúde”, aponta.

Homem que é homem cuida de criança: a valorização da paternidade é uma ação estratégica para o enfrentamento do machismo e a promoção da equidade de gênero.

Homem que é homem cuida de criança: a valorização da paternidade é uma ação estratégica para o enfrentamento do machismo e a promoção da equidade de gênero.

O coordenador da Unidade Técnica de Saúde da Mulher, Homem, Gênero e Diversidade Cultural da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), Rodolfo Gomez, ressalta a contribuição da experiência brasileira para toda a América Latina. “O Brasil tem um modelo ousado de construção da paternidade, com experiências pioneiras como o pré-natal do homem. Nós, da Opas, temos o compromisso de compartilhar essas inovações brasileiras com os demais países de nosso continente”, anuncia.

O coordenador da Área Técnica de Saúde do Homem do Ministério da Saúde, Eduardo Chakora, considera o I Seminário Nacional Paternidade e Cuidado na Rede SUS um marco para a valorização da paternidade no sistema de saúde brasileiro. “Integramos o melhor da academia, do serviço e do ativismo para discutir quais são as boas práticas em valorização da paternidade e cuidado paterno. Isso gera uma sinergia incrível, estratégica para a efetividade do sistema de saúde”, comemora Eduardo, ao mesmo tempo em que reconhece que os desafios não são poucos.

Debates e oficinas promovem reflexão sobre paternidade e cuidado

troca de ideiasSeis painéis temáticos movimentaram os dois primeiros dias do evento: Paternidade e Políticas de Saúde; Por que envolver os homens nas ações de cuidado?; Paternidade nas famílias; As diferentes formas de ser pai; Movimento pela Valorização da Paternidade; e Boas práticas em paternidade e cuidado. Na sexta-feira, 23 de agosto, a programação está organizada em torno de quatro oficinas: Grupo de homens: como trabalhar?; Participação do pai e humanização do nascimento; Violência e relações familiares; e Valorização da Paternidade e Unidade de Saúde Parceira do Pai.

A programação foi montada de forma a cobrir as diversas abordagens que contemplam o campo da paternidade e do cuidado. “Começamos o debate com o tema ‘paternidade e políticas públicas’, que contempla o campo da gestão. Dessa forma, problematizamos os grandes eixos das políticas de saúde, como saúde da mulher, do homem, do adolescente, da criança. A partir disso, entramos em temas mais específicos, a partir da provocação sobre por quê envolver os homens nas ações de cuidado, sobretudo no contexto da Saúde da Família”, descreve o coordenador da Área Técnica de Saúde do Homem do Ministério da Saúde, Eduardo Chakora.

O I Seminário Nacional Paternidade e Cuidado na Rede SUS abordou desde o histórico das ações de valorização da paternidade, com a apresentação de experiências nacionais e estrangeiras, até o debate das diversidades que compõem a paternidade. A coordenadora do Comitê Vida, Viviane Manso Castello Branco, explica que as discussões foram pautadas pelo 11º Mês de Valorização da Paternidade, comemorado em agosto, que este ano teve como tema Paternidade e Diversidade.

O cuidado não é uma vocação exclusiva da mulher. Homens também são cuidadores e reconhecer esse potencial é fundamental para a valorização da paternidade e o fortalecimento dos laços familiares.

O cuidado não é uma vocação exclusiva da mulher. Homens também são cuidadores e reconhecer esse potencial é fundamental para a valorização da paternidade e o fortalecimento dos laços familiares.

“Elegemos esta temática porque percebemos, cada vez mais, que é preciso considerar os novos modelos de família e as várias formas de ser pai. A discussão sobre o exercício da paternidade em famílias homoparentais e homoafetivas é muito rica e essencial nesse processo”, justifica Viviane, que também é coordenadora de Políticas e Ações Intersetoriais da Superintendência de Promoção da Saúde da SMS-RJ.

No painel do Movimento pela Valorização da Paternidade, o debate saiu do campo teórico para a ação para discutir como os serviços de saúde estão se organizando para promover o acolhimento do pai em suas rotinas de atendimento. “Tivemos a oportunidade de conhecer a experiência de clínicas da família e maternidades que são Unidades de Saúde Parceiras do Pai e também de hospitais de alto risco que investem na valorização da paternidade. Dessa forma temos um quadro mais completo para saber como o tema da paternidade e do cuidado paterno está integrando usuários, profissionais e gestores do sistema de saúde. Assim, podemos ter uma visão ampla e ao mesmo profunda do campo da paternidade e do cuidado no Brasil”, conclui Eduardo.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s