OUTUBRO ROSA: prevenção do câncer e promoção da saúde

3 out

Todos os anos, o mês de outubro se veste de rosa em alusão à prevenção do câncer de mama e à promoção da saúde das mulheres. A campanha Outubro Rosa, que teve início nos Estados Unidos, na década de 1990, chegou ao Brasil em 2002, quando o Obelisco do Ibirapuera, em São Paulo, foi iluminado com a cor rosa, seguindo a tradição norte-americana. De lá para cá, a adesão de diversas cidades vem fortalecendo o movimento a cada ano, na busca de conscientizar as mulheres sobre a importância da realização de exames para rastreamento e detecção precoce do câncer de mama. No Brasil, todos os anos monumentos emblemáticos como o Congresso Nacional e o Cristo Redentor são iluminados com a cor rosa, em alusão à campanha.

À esquerda, o Congresso Nacional, à direita, o Cristo Redentor, iluminados em alusão à campanha Outubro Rosa, para prevenção do câncer de mama

À esquerda, o Congresso Nacional, à direita, o Cristo Redentor, iluminados em alusão à campanha Outubro Rosa, para prevenção do câncer de mama

Como parte da campanha, nesta quarta-feira, 02 de outubro, profissionais de saúde da CAP 2.1 e jovens e adolescentes do RAP da Saúde promoveram uma ação para conscientização sobre o câncer de mama na estação do bondinho do Cosme Velho, onde milhares de pessoas circulam todos os dias para visitar o Cristo Redentor. Em uma tenda dedicada à promoção da saúde, distribuíram materiais educativos, como a cartilha Mais grave que o câncer de mama é a falta de informação, produzida pela Fundação Laço Rosa, com o apoio da Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro.

Os jovens e adolescentes do RAP da Saúde circularam pela estação do bondinho, pelo próprio trem e pelo Corcovado com o tradicional baleiro, que em vez de guloseimas traz informações valiosas sobre promoção da saúde. Conversando com as pessoas que visitavam o Cristo Redentor, os jovens e adolescentes promotores de saúde abordaram temas relacionados a prevenção do câncer de mama e do colo do útero, prevenção e cessação do tabagismo e promoção da alimentação saudável.

Assista ao vídeo do RAP da Saúde sobre a campanha Laço Rosa

Para divulgar os serviços de saúde e conscientizar as mulheres sobre a importância de realização do exame citopatológico, a equipe distribuiu fitas cor de rosa – símbolo da campanha. A partir dessa aproximação, os profissionais de saúde e jovens e adolescentes do RAP da Saúde começaram a conversar com as pessoas, tirar suas dúvidas e encaminhar as mulheres para as unidades de referência, especialmente para os centros municipais de saúde Dom Hélder Câmara e Manoel José Ferreira – onde profissionais de saúde estavam a postos para receber e acolher as mulheres que buscavam realizar o exame colpocitológico.

Informação e autocuidado

laço rosa“Mais grave que o câncer de mama é a falta de informação”. Este é o mote da cartilha sobre câncer de mama, prevenção e autocuidado produzida pela Fundação Laço Rosa, com o apoio da Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro. De forma clara e objetiva, com uma linguagem acessível, o guia traz informações sobre como praticar o autocuidado e o autoexame das mamas, além de dicas de prevenção: manter o peso dentro da faixa ideal, praticar exercícios físicos com regularidade, reduzir o consumo de álcool, não fumar, aumentar o consumo diário de frutas, legumes e verduras e reduzir o consumo de alimentos industrializados.

A cartilha explica, ainda, o fluxograma da Saúde na rede pública do Rio de Janeiro, ilustrando as etapas do autocuidado, com a população assintomática; do rastreamento, realizado por exames clínicos nas unidades básicas de saúde (nível primário);  do diagnóstico, por mamografia, ecografia e biópsia (nível secundário); e do tratamento, com cirurgia, radiografia ou quimioterapia (nível terciário).

Segundo o Instituto Nacional do Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA), o câncer de mama é o mais frequente entre as mulheres, excluindo os tumores de pele não melanoma. Ter uma alimentação saudável, controlar o peso, praticar atividade física com regularidade, amamentar, beber pouco, não fumar são medidas que contribuem para a prevenção da doença.

Apesar de ser considerado um câncer de relativamente bom prognóstico, se diagnosticado e tratado oportunamente, as taxas de mortalidade por câncer de mama continuam elevadas no Brasil, muito provavelmente porque a doença ainda é diagnosticada em estádios avançados. Por isso, a detecção precoce é o melhor caminho para o sucesso do tratamento.

No Brasil, as principais estratégias de rastreamento para o controle do câncer de mama são o exame clínico anual das mamas, a partir dos 40 anos, e a realização de mamografia a cada dois anos, para mulheres de 50 a 69 anos. Para mulheres de grupos populacionais considerados de risco elevado para câncer de mama, recomenda-se o exame clínico das mamas e a mamografia, anualmente, a partir dos 35 anos.

Estão neste grupo mulheres com história familiar de câncer de mama em parentes de primeiro grau antes dos 50 anos de idade; história familiar de câncer de mama bilateral ou de ovário em parentes de primeiro grau em qualquer idade; história familiar de câncer da mama masculina; ou mulheres com diagnóstico histopatológico de lesão mamária proliferativa com atipia ou neoplasia lobular in situ.

Saiba mais:
— Baixe a cartilha “Mais grave que o câncer de mama é a falta de informação”, produzida pela Fundação Laço Rosa, com o apoio da Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro
— Acesse o site da Fundação Laço Rosa e saiba mais sobre a prevenção do câncer de mama e como participar da campanha
— Conheça os materiais da campanha do Ministério da Saúde
— “Mais qualidade para a mamografia”, reportagem da revista Rede Câncer, do INCA
— “O desafio feminino do câncer”, reportagem da revista Rede Câncer, do INCA
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