RAP da Saúde conversa na Escola Municipal Ribeiro Couto sobre violência infantil

25 abr

Os Jovens do RAP da Saúde da CAP 5.3 realizaram na Escola Municipal Ribeiro Couto no bairro de Paciência, uma roda de conversa com o objetivo de discutir e trabalhar a violência vivida pelas crianças. A atividade, que teve iniciativa da galera do RAP, conta com a parceria da Fundação Xuxa Meneghel e do movimento “Não Bata, Eduque”.

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Foram discutidas as diferentes formas de violência que a criança está exposta, como a violência física, psicológica, e que acontecem principalmente no ambiente familiar, em suas casas e até mesmo na escola. Da maneira mais dinâmica e educativa, os jovens do RAP conduziram a atividade com as crianças e os profissionais da escola. Neste espaço, os pequenos tiveram liberdade para falar de seus problemas e dos tipos de violência que enfrentam ou que já viveram. Foi trabalhada a dinâmica do dado, que funciona assim, a criança que está com o dado na mão fala de suas experiências de acordo com o número que o dado mostrou, pois cada número corresponde a um tipo de violência. A emoção tomou conta do lugar, teve choro, abraço, desabafo do que cada um enfrenta, e inclusive relatos de violência que eles vivenciam na própria escola, muitos causados pelos coleguinhas de turma. Mas tudo acabou bem, um amigo ouviu e procurou entender a situação do outro, as crianças contaram com apoio, conselhos e o fundamental, carinho.

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O “Não Bata, Eduque” é um movimento social que visa combater a violência sofrida pelas crianças nos diversos meios em que estão inseridas. Entende-se aqui violência não apenas como relacionada à agressão física, mas sim, qualquer dano, seja moral, emocional, psicológico, físico, sexual, que prejudique o desenvolvimento da criança. Uma das questões do movimento é em relação à “palmada educativa”, a crença que alguns pais e responsáveis têm sobre a palmada não ser considerada violenta, e sim mais uma forma de educar seus filhos. Sendo que, ao levar a palmada, a criança, que toma os pais ou responsáveis como exemplo, entende que determinados conflitos podem ser resolvidos com agressão, podendo no futuro, tornar-se um adulto reprodutor da violência. Para mais informações sobre o movimento e sobre esse tema que precisa e muito ser discutido, basta entrar no site www.naobataeduque.org.br e abraçar a causa.

É esperada com a atividade, que as crianças juntamente com a escola, transmitam esse conhecimento aos familiares, conscientizando a sociedade e alertando sobre a importância do combate à violência infantil.

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