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DEU CERTO! Simpósio debate paternidade, cuidado e políticas públicas

18 ago

O período da gestação é o momento ideal para acolher o pai como membro participativo da promoção da saúde de sua família. Essa foi a principal conclusão do  VI Simpósio Paternidades, Singularidades e Políticas Públicas: Paternidade e Cuidado, realizado na semana passada, dias 13 e 14 de agosto, na Universidade Veiga de Almeida (UVA), na Tijuca. Promovido pela Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro (SMS-Rio), em parceria com o Comitê Vida e o Instituto Promundo, o evento reuniu profissionais e gestores de saúde, educação e áreas afins para trocar experiências e discutir a adoção de políticas públicas em prol da paternidade.

O debate foi organizado em torno de dois painéis: Masculinidades, Paternidades e Práticas de Cuidado e Boas Práticas de Valorização da Paternidade – que abordou as boas práticas na atenção ao parto e ao nascimento, na Atenção Primária, na mídia, nas escolas e nas redes sociais. Cerca de duzentas pessoas participaram do encontro, que também proporcionou a realização de cinco oficinas temáticas: Unidade Básica Parceira do Pai; Maternidade Parceira do Pai; Paternidades e Diversidades; Juventude, Saúde Sexual e Reprodutiva e Paternidade; e Masculinidades, Paternidades e Formação.

Intersetorialidade: representantes da Prefeitura do Rio, do Governo Federal e da sociedade civil juntos para discutir políticas públicas para valorização da paternidade

Intersetorialidade: representantes da Prefeitura do Rio, do Governo Federal e da sociedade civil juntos para discutir políticas públicas para valorização da paternidade

Para a coordenadora do evento, a médica Viviane Manso Castello Branco, que também é coordenadora de Políticas e Ações Intersetoriais da Superintendência de Promoção da Saúde da SMS-Rio, a iniciativa ressalta a importância e se promover uma articulação intersetorial em torno do tema da paternidade, envolvendo diferentes setores da sociedade. “Reunimos representantes da Prefeitura do Rio, do Governo Federal, da academia e da sociedade civil, além de jovens e adolescentes, mostrando que o tema da paternidade é transversal e todos os setores sociais devem se unir para ampliar a participação do pai nas instituições”, avalia.

Eduardo Chakora,  coordenador nacional da Política de Atenção à Saúde do Homem do Ministério da Saúde:

Eduardo Chakora, coordenador nacional da Política de Atenção à Saúde do Homem do Ministério da Saúde: “A meta é que os homens participem cada vez mais do pré-natal, do parto, da amamentação e realizem todos os exames preventivos de rotina, praticando o autocuidado e o cuidado da saúde de suas mulheres e filhos”.

 

Presente ao evento, o coordenador nacional da Política de Atenção à Saúde do Homem do Ministério da Saúde, Eduardo Chakora, comentou os avanços na incorporação de políticas públicas para a valorização da paternidade pelo Sistema Único de Saúde (SUS). “A meta é que os homens participem cada vez mais do pré-natal, do parto, da amamentação e realizem todos os exames preventivos de rotina, praticando o autocuidado e o cuidado da saúde de suas mulheres e filhos”, aponta.

Boas Práticas de Valorização da Paternidade

No painel Boas Práticas de Valorização da Paternidade, profissionais de saúde que lidam diretamente com a atenção ao parto e ao nascimento contaram como esses processos estão sendo aperfeiçoados para promover o acolhimento dos pais. “Precisamos estar atentos aos momentos em que os homens vão às unidades de saúde, por exemplo, para vacinar seus filhos. Neste contato, temos a oportunidade de conversar com os pais sobre o cuidado de seus filhos e valorizar a sua presença no serviço de saúde”, compartilhou Rachel Sarmento Reis, da Clínica da Família Emygidio Costa Filho.

Participar da amamentação é uma etapa muito importante no cuidado do bebê. Durante o evento, profissionais de saúde trocaram experiências e refletiram sobre como os serviços de saúde podem contribuir para a valorização do pai como cuidador.

Participar da amamentação é uma etapa muito importante no cuidado do bebê. Durante o evento, profissionais de saúde trocaram experiências e refletiram sobre como os serviços de saúde podem contribuir para a valorização do pai como cuidador.

Outro momento importante para acolher o pai como cuidador de seu filho é o da licença-paternidade. “Sabemos que o homem tem cinco dias de licença-paternidade, então organizamos nossa agenda para fazermos a visita domiciliar neste período em que o pai estará em casa, mais sensível e próximo do bebê”, conta o enfermeiro Sancler Corrêa, da Clínica da Família Santa Marta.

Antes do debate sobre boas práticas de valorização da paternidade nas escolas, na mídia e nas redes sociais, esquete da equipe Jacarezinho da Rede de Adolescentes e Jovens Promotores da Saúde (RAP da Saúde) trouxe o olhar dos filhos sobre a paternidade. A apresentação promoveu a reflexão sobre famílias modernas e pais ausentes. Em seguida, Dilma Cupti de Medeiros, da SMS-Rio; Luiz Costa, da Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro; Cleide Ramos, da MultiRio; e Thiago Queiroz, do blog “Paizinho, vírgula” discutiram como esses espaços de educação e comunicação podem contribuir para a formação de uma cultura que valorize a paternidade.

RAP da Saúde: jovens e adolescentes promotores da saúde apostam na linguagem do teatro para abordar novos modelos de família e pais ausentes

RAP da Saúde: jovens e adolescentes promotores da saúde apostam na linguagem do teatro para abordar novos modelos de família e pais ausentes

 

Como encerramento do primeiro dia de atividades, o VI Simpósio Paternidades, Singularidades e Políticas Públicas: Paternidade e Cuidado promoveu um coquetel de lançamento da versão preliminar do Manual P, sobre boas práticas em masculinidades e cuidado, e de pré-lançamento do livro Chutando Pedrinhas, ambos do Instituto Promundo.

“O Manual P reúne metodologias participativas para profissionais de saúde, agentes comunitários e outras lideranças que desenvolvem ações de valorização da paternidade junto a grupos de homens, apenas mulheres ou casais. A publicação também traz sugestões sobre como levar o homem até a unidade de saúde e oferece, por exemplo, um modelo de solicitação de liberação do pai do emprego para acompanhar o pré-natal”, apresenta Marco Aurélio Martins, coordenador executivo do Instituto Promundo. “Gestores de saúde que desejem participar de capacitações sobre o tema podem procurar o Instituto Promundo”, convida.

Oficinas promovem a interlocução entre participantes

Quais são os direitos sexuais e reprodutivos dos adolescentes e jovens? Como pessoas nesta faixa etária podem ser estimuladas a exercer uma paternidade cuidadosa e participativa? Essas foram as questões abordadas pela oficina que teve o maior número de participantes: Juventude, Saúde Sexual e Reprodutiva e Paternidade. A partir do jogo “Em seu lugar”, a atividade instigou profissionais de saúde a refletirem sobre estereótipos e relações de poder que afetam a sua relação com esta faixa etária. “Conversamos sobre como a garantia ou não dos direitos sexuais e reprodutivos impacta a saúde de jovens e adolescentes – e qual o papel dos profissionais de saúde nesse contexto”, conta Vanessa Fonseca, assistente de programas do Instituto Promundo, que conduziu o trabalho.

Também propondo uma quebra de paradigmas, a oficina Paternidades e Diversidades discutiu a paternidade e a maternidade nas relações homoafetivas. “Nossa proposta foi conversar, sem preconceitos, sobre os novos modelos de família que estão surgindo e os desafios que eles trazem para a rotina dos profissionais de saúde”, explicou Marcos Nascimento, do Instituto Noos, coordenador da oficina. A partir de vídeos que abordam a questão, o grupo discutiu casos reais sobre o tema.

Em Maternidade Parceira do Pai, o grupo experimentou uma verdadeira tempestade de ideias sobre o papel que o homem ocupa nesses espaços de atenção ao nascimento. “Nossa proposta foi pensar novas medidas de intervenção social para acolher os homens nas maternidades, desde a estrutura física dos estabelecimentos até em atividades lúdicas e informativas”, resumiu o coordenador da oficina, o enfermeiro Márcio Luís Ferreira, que atua no Serviço de Educação Permanente da Maternidade Carmela Dutra.

oficina Unidade de Saúde Parceira do Pai

À esquerda, Viviane Manso Castello Branco, coordenadora do evento, comemora: Vimos administradores, enfermeiros, técnicos de enfermagem e agentes comunitários de saúde refletindo se têm feito um bom atendimento ou estão excluindo homens, como eles. A maior parte deles saiu daqui compromissada, com ideias de motivação e multiplicação em seus serviços”

Na oficina sobre Masculinidades, Paternidades e Formação, os integrantes discutiram como a formação de profissionais de saúde e educação pode contribuir para a sensibilização sobre a valorização da paternidade. “Como metodologia, organizamos grupos de trabalho que geraram propostas para a formulação de uma aula ou curso sobre saúde e paternidade,” descreve Maria Luiza Carvalho, doutora em psicosociologia e atuante na UFRJ, que dividiu a coordenação da oficina com Cláudia Ribeiro, pesquisadora em Saúde Coletiva da UFF.

Já na oficina Unidade Básica Parceira do Pai, Viviane Manso Castello Branco e  Sancler Corrêa, que conduziram a atividade, buscaram estimular os profissionais de saúde a repensar o modo como acolhem os pais e como podem contribuir para o maior envolvimento dos homens no cuidado e atenção à seus filhos. “Tivemos um público masculino significativo – e isso é muito bom. Vimos administradores, enfermeiros, técnicos de enfermagem e agentes comunitários de saúde refletindo se têm feito um bom atendimento ou estão excluindo homens, como eles. A maior parte deles saiu daqui compromissada, com ideias de motivação e multiplicação em seus serviços”, comemora Viviane.

 

 

PATERNIDADE E CUIDADO

5 ago
XII Mês de Valorização da Paternidade

mês de valorização da paternidade

VI Simpósio Paternidades, Singularidades e Políticas Públicas
Paternidade e Cuidado
13 e 14 de agosto, na Tijuca
::: acesse a programação :::
::: faça a sua  inscrição :::
Quem tiver interesse em mostrar o seu trabalho por meio de banners, jogos ou videos,
deve entrar em contato com seminariopaternidade@gmail.com 

postal da paterndadeEm 2014, o XII Mês de Valorização da Paternidade promove o VI Simpósio Paternidades, Singularidades e Políticas Públicas: Paternidade e Cuidado, que será realizado dias 13 e 14 de agosto, na Universidade Veiga de Almeida (UVA), na Tijuca. O evento, realizado pela Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro em parceria com o Instituto Promundo e o Comitê Vida, é gratuito e aberto a todos os interessados. A proposta é reunir profissionais e gestores de saúde, educadores e outros parceiros para discutir formas de implementar e aprimorar políticas públicas em favor da valorização da paternidade, por exemplo, por meio das Unidades de Saúde Parceiras do Pai.

Na quarta-feira, dia 13, a programação traz três painéis, a partir das 9h:
* O credenciamento será realizado a partir das 8h30

Masculinidades, Paternidades e Práticas de Cuidado
Coordenação: Aline Martins (IFF)

  • Paternidade e saúde do homem – Eduardo Chakora (Ministério da Saúde)
  • Paternidade e corpo – Maria Luiza Carvalho (UFRJ)
  • Unidade de saúde parceria do pai- Viviane Manso Castello Branco (SMS-Rio)
  • Masculinidades e paternidades – Cláudia Ribeiro (UFF)
  • Programa P – Marco Aurélio Martins (Promundo)

Boas Práticas de Valorização da Paternidade – parte 1
Coordenação: Sergio Luiz Aquino (SMS-Rio)

  • Na atenção ao parto e nascimento:
    Márcio L. Ferreira (Maternidade Carmela Dutra) e Leila Azevedo (Casa de Parto David Capistrano)
  • Na Atenção Primária:
    Rachel Sarmento Reis (CF Emygdio Costa Filho) e Sancler Corrêa (CF Santa Marta)

Intervenção Cultural
RAP da Saúde – Equipe Jacarezinho (SMS-Rio e Cedaps)

Boas Práticas de Valorização da Paternidade – parte 2
Coordenação: Dilma Cupti de Medeiros (SMS-Rio)

  • Na mídia: Cleide Ramos (MultiRio)
  • Na escola: Luiz Costa (SME)
  • Nas redes sociais: Thiago Queiroz (Blog “Paizinho, vírgula”)

18h: Coquetel de lançamento do Manual para o Exercício da Paternidade e do Cuidado (Programa P/Instituto Promundo)

 Na quinta-feira, dia 14, serão realizadas cinco oficinas simultâneas, de 14h às 17h:
  • Unidade Básica Parceira do Pai
    Coordenação: Viviane Manso Castello Branco (SMS-Rio) e Sancler Correa (SMS-Rio)
  • Maternidade Parceira do Pai
    Coordenação: Diana Valladares (SMS-Rio) e Márcio Luis Ferreira (SMS-Rio)
  • Paternidades e Diversidades
    Coordenação: Marcos Nascimento (IMS/UERJ) e Mônica Guimarães Arruda (SMS-Rio)
  • Juventude, Saúde Sexual e Reprodutiva e Paternidade
    Coordenação: RAP da Saúde (SMS-Rio e Cedaps) e Projeto Sem Vergonha (Instituto Promundo)
  • Masculinidades, Paternidades e Formação
    Coordenação: Maria Luiza Carvalho (UFRJ) e Cláudia Ribeiro (UFF)

DEU CERTO! Café com Ideias discute a valorização da paternidade

29 jul

Café com Ideias: Valorização da PaternidadeComo profissionais de Saúde, Educação e Comunicação podem contribuir para criar e fortalecer vínculos entre pais e filhos? E mais: como podem colaborar para o pleno exercício da paternidade? Essas foram as perguntas norteadoras da edição de 2014 do Café com Ideias sobre Valorização da Paternidade, realizado na semana passada, dia 22 de julho, na Universidade Veiga de Almeida (UVA). Organizado pelo Comitê Vida e pela Coordenação de Políticas e Ações Intersetoriais da Superintendência de Promoção da Saúde da Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro (SMS-Rio), o evento é uma reunião preparatória ao Mês de Valorização da Paternidade, comemorado em agosto. A proposta é proporcionar um ambiente criativo para a troca de ideias, experiências e o planejamento de ações.

“O Café com Ideias é um processo de conversação simples e poderoso, que valoriza os diferentes saberes, vivências e pontos de vista, proporcionando um diálogo colaborativo. A atividade acessa a inteligência coletiva e cria possibilidades inovadoras de ação. Daí a escolha dessa metodologia como ponto de partida para um toró de palpites sobre o Mês de Valorização da Paternidade” explica Viviane Manso Castello Branco, coordenadora de Políticas e Ações Intersetoriais da Superintendência de Promoção da Saúde da SMS-Rio.

O Café com Ideias sobre Valorização da Paternidade reuniu profissionais de saúde, educação e comunicação para trocar experiências e planejar ações para o Mês de Valorização da Paternidade

O Café com Ideias sobre Valorização da Paternidade reuniu profissionais de saúde, educação e comunicação para trocar experiências e planejar ações para o Mês de Valorização da Paternidade

A dinâmica é simples: os convidados se organizam em pequenos grupos de discussão e, em seguida, o troca-troca de participantes entre os grupos faz as ideias circularem, gerando novas propostas e reflexões. Nesta edição do Café com Ideias sobre Valorização da Paternidade, foram levantadas questões como a implantação e o aprimoramento do pré-natal masculino, a garantia da liberação do pai trabalhador para participar dessas consultas, a licença paternidade, a paternidade na juventude e na adolescência e o envolvimento de escolas, universidades e meios de comunicação na reflexão sobre novas percepções da paternidade.

Pré-natal masculino: infraestrutura e temáticas adequadas aos homens

Em relação à participação do pai nas consultas de pré-natal, alguns profissionais de saúde que já conseguiram implantar a prática em suas unidades deram algumas dicas aos colegas que estão iniciando este trabalho. Uma delas é escolher nomes que ampliem o perfil do grupo de convivência – por exemplo, utilizar o título “grupo da família” em vez de “grupo de gestantes”. Outra é ampliar o horário de funcionamento da unidade de saúde, para acolher os pais que trabalham em horário comercial no turno da noite ou aos sábados.

Para o o enfermeiro Márcio Luis Ferreira, do Hospital Maternidade Carmela Dutra, ações como essas são essenciais para promover um novo entendimento sobre a paternidade – e a importância da participação dos pais no cuidado com seus filhos. “Falar de valorização da paternidade é falar de uma mudança de paradigmas. Então temos que preparar nossas instituições e nossos profissionais para essa nova cultura, a cultura do pai que cuida. E, muitas vezes, isso requer a transformação do espaço físico e dos processos de trabalho da unidade de saúde. Em nossa maternidade, até algum tempo atrás não havia banheiro masculino. Como não podemos realizar uma obra, simplesmente trocamos a placa de sinalização: de ‘banheiro feminino’ para ‘banheiro da família’”, conta.

Moredison Cordeiro, da CAP 5.3, concorda:”A participação dos pais no cuidado à saúde de seus filhos deve ser uma celebração, não uma imposição das instituições sobre os homens. Precisamos, então, proporcionar o ambiente e as condições para essa celebração”, aposta.

Quem já tem experiência em ações de valorização da paternidade também compartilha resultados positivos dessas ações. A enfermeira Marcelle Menezes, do CMS Professor Masao Goto, uma das Unidades de Saúde Parceiras do Pai da cidade do Rio de Janeiro, garante: “Desde que começamos a investir diariamente em ações de valorização da paternidade, promovendo o pré-natal masculino, mudando a decoração da unidade, acolhendo os pais com mais atenção, percebemos claramente o aumento do número de homens que vêm trazer seus filhos para a unidade de saúde, seja para tomar uma vacina ou para uma consulta de rotina”.

Paternidade e Direitos

Uma questão levantada durante o Café com Ideias sobre Valorização da Paternidade é a liberação, pelo empregador, para que o pai participe das consultas de pré-natal. A médica Viviane Manso Castello Branco, coordenadora de Políticas e Ações Intersetoriais da Superintendência de Promoção da Saúde da Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro, sugere: “Agentes comunitários de saúde podem fazer um trabalho de sensibilização de empregadores sobre como é importante liberar os pais para o cuidado à saúde de seus filhos. Participar do pré-natal é um direito de todos os homens”.

Para abordar o tema da paternidade na juventude e na adolescência, recomendamos o vídeo “O pai está!”, produzido pelo RAP da Saúde:

Ainda sobre a garantia do direito do pai participar das ações de cuidado de seu filho, foram levantadas questões em relação à lei federa nº 11.108 de 2005, que versa sobre o direito da gestante ter um acompanhante durante o trabalho de parto, parto e pós-parto imediato, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). “De uma maneira geral, esse direito está bem garantido. No entanto, já soubemos de alguns casos de pais adolescentes que, por serem menores de idade, são impedidos de acompanhar o parto. Se o jovem pai participar do pré-natal, é mais fácil empoderá-lo com informações sobre os seus direitos. De toda forma, precisamos estar atentos a esses casos”, pontua o enfermeiro Geovane Cesar dos Santos, da Clínica da Família David Capistrano Filho.

postal da saúde: paternidadeVI Simpósio Paternidades, Singularidades e Políticas Públicas: Paternidade e Cuidado

Em 2014, o Mês de Valorização da Paternidade promove, com o apoio do Instituto Promundo, o VI Simpósio Paternidades, Singularidades e Políticas Públicas: Paternidade e Cuidado, dias 13 e 14 de agosto, na Universidade Veiga de Almeida (UVA), na Tijuca. O evento reúne profissionais e gestores de saúde, educadores e outros parceiros para discutir formas de implementar e aprimorar políticas públicas em favor da valorização da paternidade, por exemplo, por meio das Unidades de Saúde Parceiras do Pai.

Na quarta-feira, dia 13, a programação traz os painéis Masculinidades, Paternidades e Práticas de Cuidado, Boas Práticas de Valorização da Paternidade e Intervenção Cultural. O credenciamento será feito de 8h30 às 9h e o encerramento será às 18h, com o coquetel de lançamento do Manual para o Exercício da Paternidade e do Cuidado, do Programa P do Instituto Promundo. Na quinta-feira, dia 14, serão realizadas cinco oficinas simultâneas, de 14h às 17h: Unidade Básica Parceira do Pai; Maternidade Parceira do Pai; Paternidades e Diversidades; Juventude, Saúde Sexual e Reprodutiva e Paternidade; e Masculinidades, Paternidades e Formação. Quem tiver interesse em mostrar o seu trabalho por meio de banners, jogos ou vídeos deve entrar em contato com seminariopaternidade@gmail.com.  Faça a sua inscrição para o VI Simpósio Paternidades, Singularidades e Políticas Públicas: Paternidade e Cuidado.

Saiba mais sobre o Mês de Valorização da Paternidade:
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Para relembrar:
Mês de Valorização da Paternidade 2013: Paternidade e Cuidado na Rede SUS
— Mês de Valorização da Paternidade 2012: 10 Anos Valorizando a Paternidade
— Mês de Valorização da Paternidade 2011: Paternidade, Primeira Infância e Saúde

 

DEU CERTO! Oficina de Metodologia de Práticas Educativas estimula reflexão sobre promoção da saúde

23 jul

cap 5.3Como práticas educativas podem contribuir para a promoção da saúde? Que metodologias podem ser aplicadas neste contexto? Essas foram as questões norteadoras da Oficina de Metodologia de Práticas Educativas, realizada pela Superintendência de Promoção da Saúde da Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro na Policlínica Lincoln de Freitas Filho, em Santa Cruz, em junho. Realizada como um desdobramento do Ciclo de Debates sobre Metodologia de Práticas Educativas, o encontro reuniu profissionais de saúde da CAP 5.3 e do nível central da Superintendência de Promoção da Saúde. A proposta, agora, é que equipes de outras CAPs participem deste processo.

Para a superintendente de Promoção da Saúde da Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro, Aline Bressan, a iniciativa é estratégica para a qualificação das ações de promoção da saúde nos territórios. “Investir uma manhã para discutir metodologias para práticas educativas vale muito a pena. Dinâmicas como essas fazem a diferença na hora de abordar determinados temas com os usuários das unidades de saúde e nossos profissionais precisam estar preparados para isso. Há momentos, por exemplo, em que a linguagem do teatro é mais eficaz que uma palestra. Da mesma forma, uma roda de conversa pode ser mais adequada que uma sessão individual. Todos esses são recursos importantes, que devem estar a disposição de profissionais e usuários em nossos serviços de saúde”, aponta Aline.

A proposta é que, durante a oficina, os profissionais possam experimentar, refletir e criar metodologias para o desenvolvimento de práticas educativas em saúde. Na CAP 5.3, a programação teve início com a prática de ginástica laboral – dinâmica que além de promover o relaxamento incentiva a interação entre os participantes. Em seguida, uma rodada de apresentações foi oportunidade para os profissionais se conhecerem melhor e iniciarem o debate sobre seus entendimentos acerca dos conceitos de promoção da saúde.

Ao longo da manhã, diversas atividades foram desenvolvidas. Na Dinâmica da Linha Imaginária, a proposta foi proporcionar a possibilidade de escolher um ou outro lado de uma linha imaginária que separava conceitos opostos. A técnica facilitou o debate sobre escolhas, valores e preconceitos.

Em outra atividade, os participantes foram convidados a escrever, em uma tira de papel, um complemento para a frase: “Uma prática educativa precisa de…” Surgiram respostas como “planejamento”, “pessoas”, “estratégias”, “criatividade”, inspiração”, “conhecimento”, “motivação”, “amor”, “escuta”, “disposição”, “comprometimento”, “respeito às diversidades”, “linguagem adequada”, “valorização dos saberes”; dentre outras. A partir dessa experiência, o grupo pôde construir o seu próprio conceito de prática educativa.

Oficina de Postais: planejamento para os territórios

postal-pomba4.jpgA programação também contou com a Oficina dos Postais. Os participantes se organizaram em quatro grupos e cada um dos grupos escolheu um cartão postal da série Colecione Saúde para trabalhar. Além da reflexão sobre o tema proposto pelo postal, cada grupo estruturou um planejamento inicial para abordar a questão escolhida em uma prática educativa em seu território. O resultado mostrou que criatividade e conhecimento são grandes ferramentas para a promoção da saúde.

O primeiro grupo abordou o tema da diversidade religiosa e definiu a linguagem do teatro como a metodologia a ser adotada no território. A proposta é a elaboração de uma esquete sobre o atendimento de dois usuários de religiões diferentes no acolhimento da unidade. O tema da alimentação saudável foi escolhido pelo segundo grupo, que propôs a organização de uma feira saudável, que mostraria para a população os benefícios de diversos alimentos, além de distribuir frutas e legumes doados pelo comércio local.

O terceiro grupo trabalhou a temática da promoção da saúde. Para isso, desenhou uma oficina com o Conselho Gestor de uma  unidade de saúde, em que seriam debatidas questões relativas à cidadania. E o quarto grupo dedicou-se ao tema raça/cor/etnia e elaborou a estruturação de um grupo de adolescentes para debater bullying racial nas escolas.

Para Aline Bressan, as apresentações demonstraram a capacidade de planejamento e criatividade dos profissionais, diante da perspectiva de realização de práticas educativas. “Trabalhar com práticas educativas requer planejamento e organização. É fundamental que as unidades de saúde ofereçam espaço e condições para que os profissionais possam se dedicar a este trabalho”, recomenda a superintendente de Promoção da Saúde da Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro.